APANHADOR DE SONHOS

POR: BÁRBARA DO CÉU DO JAGUBE TRANÇADO

"Existia uma velha Shaman que morava numa casa pequena e começou a se encantar com uma aranha tecendo a sua teia.
Um dia o neto desta senhora índia, ao entrar na pequena casa viu a aranha e logo disse que iria matá-la, sua avó não permitiu e mostrou ao pequeno índio o engenho da confecção da teia e do trabalho árduo e sem desistência feito pela aranha.
Naquela mesma noite a aranha se aproximou da índia e lhe disse:
- Obrigado por salvar a minha vida. Em troca, nesta noite tecerei uma teia na sua janela para sua proteção.
Na manhã seguinte, ao acordar, a velha índia se deparou com a teia em sua janela que brilhava com as gotas de orvalho e nela havia penas de pássaros que voaram e nela se enroscaram.
A aranha estava lá e disse:
- Esta teia é para que os fluidos e espíritos maus que vagam a noite se enrosquem nela e sigam até o seu centro, onde somente os bons conseguem passar.

A partir daí o apanhador de sonhos passa a ser confeccionado pelas índias com cipós, palhas e ornamentados com penas e pedras - colocados sobre a cama de cada um da aldeia."

Quando inicio o feitio do filtro dos sonhos, a única regra é a intuição.
Sinto que as falanges positivas cósmicas e siderais me direcionam a usar tal cor, tal adorno, semente, pontos de tecelagem.
A planta é o Cipó Mestre da Floresta Associado a outras plantas de poder.
Em cada volta da linha é tecido o bem para o seu destino.
Miguel tem sido uma presença constante durante o feitio neste trabalho todo.
Ele é dedicado à Mãe Divina de onde vem todo o material beneficiado nesta Obra.
Use seu coração, pois o seu filtro é a leitura do momento.
Foi feito e objetivado a você.
Assim foi mandado fazer.


Bárbara do Céu do Jagube Trançado – Canalizadora e Feitora.